domingo, 5 de fevereiro de 2012

Futuro da Terra

Um exoplaneta (que não faz parte do sistema solar) do tamanho de Mercúrio está, aparentemente, derretendo. Se a informação for confirmada, essa será a primeira vez que um planeta rochoso é visto virando gás.

A evaporação foi observada no espaço pelo telescópio Keple, da NASA. As imagens mostravam uma estrela, chamada KIC 12557548 e ligeiramente menor do que o sol, escurecendo a cada 15 horas.

Primeiro, os observadores pensaram que um planeta poderia estar apenas passando na frente da estrela. Porém, como o escurescimento variava de intensidade de uma passagem para a outra, a explicação mais provável é que o planeta rochoso esteja sofrendo um processo de sublimação, devida à intensa radiação enviada pela estrela.

O fenômeno ainda precisa de mais alguns dias para que seja confirmado e já está sendo acompanhado de perto por uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Segundo dados fornecidos pelo Instituto, o período orbital desse planeta equivale a 1% a distância da Terra ao Sol. Por isso, a temperatura que chega a ele é de cerca de 1700 °C .




O calor excessivo é mais do que necessário para vaporizar piroxênio e olivina, minerais que formam os planetas rochosos. Como resultado da sublimação, vapor e poeira estão sendo jogados no espaço, formando uma grande nuvem ao redor do planeta e bloqueando a luz.

Mercúrio, que possui constituição e tamanho semelhante ao desse exoplaneta rochoso, pode estar destinado a ter o mesmo fim. Cientistas afirmaram que, se estiverem certos e o planeta realmente for do tamanho de Mercúrio, deve evaporar completamente em 200 milhões de anos.

A descoberta pode dar uma prévia do que está por vir em nosso sistema solar. Como a tendência do Sol é aumentar de tamanho, Mercúrio poderá ser engolido por ele, mas, antes disso, pode começar a se tornar poeira. Mas, isso é história para daqui a alguns milhões de anos.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI291963-17770,00-PLANETA+DO+TAMANHO+DE+MERCURIO+PODE+ESTAR+EVAPORANDO.html

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Agora vai pra frente

Astrônomos russos querem buscar planetas fora do Sistema

O primeiro projeto exclusivo a fim de procurar planetas fora dos limites do Sistema Solar pode ser de autoria de astrônomos russos. Cientistas do Observatório de Pulkovo, de São Petersburgo, apresentaram um pedido à Academia Russa de Ciências para desenvolver o projeto, revelou o diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais, Lev Zelioni.


"Agora, na Academia de Ciências, foi criado um programa especial de pesquisa de planetas do Sistema Solar, e nós recebemos diversos pedidos do Observatório de Pulkovo. Eles planejam estudar meios de superfícies, os chamados trânsitos de exoplanetas em torno de suas estrelas-mãe", disse Zelioni, durante um debate na agência RIA Nóvosti.

Atualmente, a procura por exoplanetas é a área da astronomia que cresce mais rápido. O primeiro planeta que orbita outra estrela foi descoberto em 1989, e hoje são conhecidos mais de 750. Especialmente para as pesquisas de exoplanetas foi criada uma série de equipamentos espaciais, incluindo os telescópios espaciais Kepler e o CoRoT.

"Nós não temos um aparelho como esse ainda. Isso exige um nível muito alto de tecnologia de observações ópticas. O aparelho por si só pode ser feito, mas nós não temos instrumentos desse tipo", explicou o cientista.

No entanto, a busca por exoplanetas é possível com a ajuda de telescópios terrestres. Particularmente, muitos exoplanetas foram detectados com a ajuda da rede de telescópios HATnet húngaros.

Para procurar os planetas, os astrônomos do Pulkovo pretendem usar o método de trânsito – uma maneira de corrigir flutuações periódicas extremamente pequenas no brilho de estrelas que estão associadas à passagem de planetas em sua órbita. É com a ajuda dessa tecnologia que o telescópio espacial Kepler encontra planetas, já tendo descoberto cerca de 60 exoplanetas.

"Esse trabalho precisa ser desenvolvido, ele é muito interessante e vai permitir que nosso Sistema Solar seja visto através de um olhar diferente", observou Zelioni.

Quem sabe agora com mais um poderoso entrando (ou voltando para dentro) no ramo da astronomia, poderemos ter a boa noticia de que não estamos sós.

 http://gazetarussa.com.br/articles/2012/02/03/astronomos_russos_querem_buscar_planetas_fora_do_sistema_solar_14158.html

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Asteroide

Nesta terça-feira, o asteroide 433 Eros, se aproximou do nosso planeta novamente, por volta das 11h. 
O asteroide é composto por silicatos de magnésio e ferro, e mede aproximadamente 34 quilômetros de largura.
Viajando entre as constelações de Leão, Sextante e Hidra, Eros estará aproximadamente 26,7 milhões de quilômetros de distância da Terra. A distância é grande, porém, em termos astronômicos, é perto; mas não representa perigo para a Terra. (infelizmente)